1 de abr de 2011

#2 : Musicas e O Começo

Semana um tanto quanto boa... Não tanto quanto a última, mas tá valendo (?). Tava dando uns problemas no PC e eu fiquei sem poder usar, demorei a postar e tals... XD
Fiquei meio sem assunto, vou postar o Capítulo 1... E comentar umas músicas...
A nova do Paramore, 'In The Mourning', acústica mesmo... Traduzindo é 'De Luto', mais a voz da Hayley Williams tá ótima, o ritmo e bem suave (se eu dissesse quantas vezes eu dormi com ela... Não que seja monótona)... A letra é meio... Triste... ' In the mourning I'll rise / In the mourning I'll let you die / In the mourning / All my worries ( De luto eu vou subor / De luto eu vou deixar você morrer / De luto / Todas as minhas preocupações ) '... Ok, #recomendo
Já a "nova revelação da internet", Rebecca Black, e sua 'Friday' (sexta-feira), faz agente pensar porque a música se transformou nessa cacofonia insuportável, letras deploráveis sobre o "cotidiano dos adolescentes" e a "ansiedade para que chegue o fim de semana". Ok, eu gosto da sexta, mas eu não fico ' eu sento na frente ou atráz?' e tipo A MENINA TEM 13 ANOS! ELA NÃO DIRIGE! OS AMIGOS DELA NÃO PODEM DIRIGIR (a menos que ela esteja no colegial, mas ela tem 13 anos, e depois dessa "música" ficou claro que ela não é gênio)!
Acabando as minhas criticas músicais, aqui uma parte do 1° Capítulo:



Começo

Sabe quando tudo na sua vida começa a mudar de repente? E não estou falando de mudanças físicas e constrangedoras da puberdade ou de outra coisa que aconteça com os pré- adolescentes.
É mudar do nada, simplesmente, mudar, que era tudo pra você vira nada, e o que você não se importava nem um pouquinho, que era pra você, nada, nada mesmo, vira a sua vida, e tudo o que não sabe vai vir à tona e várias coisas como essa. Às vezes tudo acontece do nada, como em várias coisas que aconteceram, começando desse momento:
Eu e a minha irmãzinha, Blair, estávamos em casa, chovia e tudo mais, como se pra deixar tudo o que ia acontecer mais real, e é claro que eu nem prestei atenção.
Estávamos na sala, eu vendo TV e a Blair lendo, alguma coisa bem antiga, com a cara de quem finge estar gostando, não que a ela seja má mentirosa, só que sempre fui eu que cuidei dela quando os nossos pais saiam (o que com certeza não era pouco tempo), ela tinha 13 anos, mas tinha uma cabeça de 20, e eu tendo 17, tinha uma cabeça de... 17 mesmo.
Blair era praticamente a única pessoa da minha família que eu me importava de verdade, eu não ligava pros meus pais, para eles sou um delinqüente que passava quase todo o meu tempo fora do colegial pichando as ruas ou transando com a primeira que aparecesse na minha frente (admito que eu faça isso sim, com freqüência, mas não é o tempo todo), e era eu que dava mau exemplo pra Blair.
Minha família não era grande, eu tinha uma tia, Susan, e uma prima/primo (introdução) por parte de pai, e pelo lado da minha mãe eu tinha um tio-avô chato e um primo de segundo grau, que tinha a minha idade, mas que eu nunca vi
Sobre os meus avôs, bem, meu pai tinha perdido os pais com nove anos, e por parte de mãe eu tinha a avó mais legal do mundo, vovó Rosa, ela era espanhola, eu amava muito ela, ela morreu quando eu tinha nove anos.
O meu avô ainda estava vivo, eu não o chamava pelo nome, nem de vovô, só de Lee, ele era chinês, e nunca pareceu gostar de mim, sempre me pedia pra fazer alguma coisa e quando eu não conseguia ficava gritando:
- Como assim Hudson?! – outro defeito fatal, ele me chamava pelo primeiro nome – Sabe que não existe ‘não consigo’?! Isso é porque você não quer fazer! Não seja preguiçoso!
Eu ficava com tanta raiva que acabava conseguindo, somente pra mostrar pra aquele velho ranhoso e que eu não era preguiçoso.
Eu tenho muitos problemas com meus pais, principalmente com meu pai, a maioria é por que ele diz que eu sou um completo imprestável e por causa da Blair.
Blair não era aquela menina “normal”, ela era bem singular, é pra mim ela era perfeita, e pros meus pais até pouco tempo Blair também era, até os 10 anos.
Depois ela começou a entender o mundo, protestar contra o sistema corporativista (e eu só entendo o que é isso porque ela me explicou umas mil vezes), o governo, a degradação ambiental, escutar Green Day (isso os meus pais me culpavam até a morte, hã! Como se eu escutasse alguma coisa “com cultura”, tipo o Green Day, como dizia a Blair).
Minimizando, Blair é totalmente punk, e eu me orgulho de ter uma irmã de 13 anos que não seja fútil, que tenha cultura e saiba pensar, e se os meus pais acham que isso não é certo pra uma menina “pequena” como ela, então que ela quebre todas essas regras e seja uma garota totalmente errada
Blair geralmente não ligava muito pra aparência, geralmente você sempre a encontra de jeans, uma camisa de protesto como a de Queime o McDonalds mais próximo, Morte a Bush, Ajude o Green Peace... Uma jaqueta de couro e Converse de cano alto preto. O cabelo castanho quase sempre estava preso em um rabo de cavalo bagunçado, apesar de ser relativamente curto (batia no fim do pescoço) ou, quando estava liso, ela soltava, ela era branca, mas se bronzeava com qualquer sol. Ela era bem bonita, só que algumas pessoas não percebiam por causa do estilo dela
Nos morávamos em Manhattan, num apartamento relativamente grande, grande não, só... Espaçoso. Não tínhamos uma vista incrível e nem tínhamos muito dinheiro, éramos classe media meu pai, Charles Guibiseen (eu não sei como alguém pode ter e usar um sobrenome desses, sério Charles, Guibiseen? Francamente) era professor, e sério, eu imagino um aluno dele levantando a mão “Senhor Guibiseen, pode repetir as etapas da metamorfose?” e minha mãe, Bianca Lee, era arquiteta. Os dois ganhavam bem, mas não era muito
Eles sempre saiam quando eu estava em casa à noite e voltavam umas 11 e meia... Mas naquele dia eles estavam demorando, já era  1 e meia da manhã, você pode pensar que eu sou irresponsável por ficar acordado e ainda não mandar a Blair dormir, mas o que tinha de mais, era sexta-feira e sábado não tínhamos que fazer nada
Eu mudei de canal, não tinha nada muito bom passando então liguei o computador, na hora o telefone tocou, eu pensei que fosse a minha mãe, mas não era o número dela no visor, quem era àquela hora?
- Alô? – eu atendi
- Residência dos Guibiseen? – perguntou um homem
 Não reconheci a voz, era grossa, ele falava bem alto, e tinha um barulho muito alto no fundo, trânsito, pessoas falando, e tudo tal
- Residência dos Lee – eu corrigi – Mas meu pai se chama Guibiseen, infelizmente
- Então é Blaike Lee, certo? – não, sou a Angelina Jolie, cara otário...
- Sou... Mas quem é você? – talvez fosse o cara do restaurante, falando que os meus pais tinham tomado umas e não podiam dirigir
 - Policial Lores – ok, meus pais tinham bebido umas, se meteram numa encrenca e foram parar na delegacia, ótimo
- E o que foi que aconteceu agora? – não me importava se estava sendo mal educado, não tenho que orgulhar os meus pais
- Olhe filho, desculpe por te dizer isso... – eu já estava ficando com raiva, porque ninguém nunca fala nada de uma vez?
- O que aconteceu, hein?
- Desculpe filho, mas seus pais bateram o carro, sua mãe está muito mal, e o seu pai... – ótimo, tem gente que adora dar noticia ruim, e a outra vai ser pior – Ele morreu, senhor Li


3 comentários:

  1. Alguem lê isso?eu li :) boa sorte ai com seu blog menina.

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  2. Gostei! Continua a historia, menina!

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  3. "a menos que ela esteja no colegial, mas ela tem 13 anos, e depois dessa "música" ficou claro que ela não é gênio" euri

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